Na documentação de trabalhos científicos, volta e meia nos deparamos com a necessidade de fotografar espécimes, instrumentos etc.  Embora devamos estar preparados para fazer isso em campo, consegue-se melhores resultados, em geral, no laboratório, escritório ou mesmo em casa. Somente assim é possível exercer total controle sobre as condições do ambiente, de forma a permitir a aplicação das melhores técnicas para fotografar.

Para um desempenho satisfatório, recomenda-se praticar a fotografia de natureza morta, a qual possibilita interessantes experiências com iluminação, combinação de cores e composição. Aproveite, então, uma das principais vantagens da fotografia digital, que é clicar o quanto precisar, com gasto desprezível, exceto seu tempo. Assim, com um pouco de paciência para tentar diversos cenários, até obter o resultado desejado, mesmo o fotógrafo iniciante pode tirar fotos profissionais.

Natureza morta é um tema tradicional de pinturas desde o antigo Egito e você pode se inspirar em obras de arte renascentistas, impressionistas etc. Da minha parte, aproveitei alguns fins de semana chuvosos para desenferrujar, tentando uma versão pessoal de imagens da minha biblioteca*, com o resultado abaixo:

 

Utilizei o que tinha em casa** e pouquíssimo equipamento de iluminação***, sendo o principal um flash fora da câmera, cuja luz foi geralmente rebatida no teto e numa parede. Se você não tem um, sugiro empregar a iluminação natural vinda de uma janela. Em qualquer caso, ajuda bastante armar um mini estúdio caseiro de baixo custo, bastando um pouco de imaginação, coisas que se costuma ter em casa e artigos de papelaria.

Forte abraço,
Pedro Trindade